segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DIA DO FREVO

Essa dança, surgida no final do século XIX e início do século passado, servia de camuflagem para a luta dos capoeiristas. Além disso, nos desfiles carnavalescos, alguns deles iam à frente dançando ao ritmo dos dobrados, para defender os músicos das multidões. A dança nasceu da improvisação e adquiriu características próprias, traduzidas em mais de 120 passos já catalogados: pernadas, giro, parafuso, dobradiça, tesoura, saca-rolha etc., envolvendo gingados, malabarismos, rodopios, passinhos miúdos e muitos outros, vários oriundos da capoeira. A coreografia, individual, denota também a mistura de danças de salão da Europa, incluindo o balé e os malabarismos dos cossacos. A sombrinha de frevo é outra herança dos capoeiras, que utilizavam porretes ou cabos de velhos guarda-chuvas como armas nos conflitos entre grupos rivais. Mas a primeira música coreografada com o nome do gênero foi o “Frevo pernambucano” (Luperce Miranda/Oswaldo Santiago), lançado por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, "Vamo se acabá", de Nelson Ferreira, executada pela Orquestra Guanabara, recebia a classificação de frevo. Dois anos antes, ainda com o codinome "marcha nortista", saía do forno o pioneiro "Não puxa, Maroca" (Nelson Ferreira), interpretado pela orquestra Victor Brasileira, comandada por Pixinguinha. A origem da música remonta às bandas militares, às fanfarras de metais e às marchas, dobrados, maxixes, quadrilhas e tangos. A década de 1930 marcou a divisão do ritmo em frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco. A orquestra do frevo é, geralmente, formada por uma requinta, três clarinetas, três saxofones, três pistões, oito trombones, dois hornos, três tubos, dois taróis e um surdo. Hoje o frevo, música e dança, integra a rica diversidade da cultura brasileira e é emblemático do carnaval pernambucano, especialmente o de Olinda e Recife. Frevo Nº 1 Do Recife Compositor(es): Antônio Maria Ô ô ô saudade Saudade tão grande Saudade que eu sinto Do Clube das Pás, do Vassouras Passistas traçando tesouras Nas ruas repletas de lá Batidas de bombos São maracatus retardados Chegando à cidade, cansados, Com seus estandartes no ar. Que adianta se o Recife está longe E a saudade é tão grande Que eu até me embaraço Parece que eu vejoValfrido Cebola no passo Haroldo Fatias, Colaço Recife está perto de mim. Através deste frevo saúdo todos os passistas e Guias de Turismo de Recife e Olinda, entre eles: Iría, Cristina, D.Iracema, Lili, Lucinha, Elvis, Leão, Marquinhos, Nescau, Erlon, entre tantos ... Fonte da pesquisa: ilhado.com.br.

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