sábado, 6 de novembro de 2010

GLORINHA OLIVEIRA - HOMENAGEADA NO REST LÁ NA CARIOCA.

O bar e restaurante Lá na Carioca dedica a programação musical deste mês a homenagens a quatro cantoras da música potiguar. As escolhidas tiveram e têm destaque com as suas composições e interpretações no cenário nacional e internacional da música. A homenageada de hoje será Glorinha Oliveira, na voz do performático Rodolfo Amaral. Nos próximos sábados, Terezinha de Jesus (dia 13), Valéria Oliveira (dia 20) e Khrystal (dia 27) serão homenageadas por artistas especialmente convidados: Edja Alves (dia 13), Luiz Gadelha (dia 20) e Simona Talma (dia 27). O Lá na Carioca funciona todos os sábados a partir da 11h servindo o carro-chefe da casa: a feijoada. Os shows e as homenagens começam às 15h. O espaço funciona na rua Gonçalves Ledo 808, na Cidade Alta, e surgiu em 2009 com a proposta de ser um pedacinho do Rio de Janeiro em Natal. À frente do estabelecimento está a produtora Biba Thompson, que transformou sua residência em espaço para receber pessoas adeptas do bom papo,acompanhado de boa música e, claro, de feijoada. Para Biba Thompson, a escolha das homenageadas não foi difícil: "com cada uma delas, eu tenho uma história especial de amizade e admiração. De Glorinha Oliveira, sou fã incondicional. É um exemplo de uma mulher guerreira, com talento indiscutível. Terezinha de Jesus é quase uma vizinha, é uma comadre e amiga. Ela é do centro da cidade e do meu coração. Valéria Oliveira foi uma das primeiras artistas que conheci quando cheguei em Natal. Nunca vou esquecer dela cantando num bar na Ribeira. Sua voz e sua música estiveram sempre presentes em várias fazes da minha vida aqui na cidade. Vai ser uma honra recebê-la no Lá na Carioca", explica. Com relação à Khrystal, ela disse que precisaria de várias páginas para enumerar motivos que não lhe faltam para homenageá-la. "Há muito, vi e acompanhei seu crescimento como mulher, artista e profissional da música, que me orgulha e deixa feliz todo o RN. Até hoje a gente se chama de filha", resume Biba. A programação inclui ainda a exposição de fotos Um Olhar Sonoro, do repórter-fotográfico Evaldo Gomes, profissional conhecido por seus clicks de shows e projetos musicais nos palcos da cidade. Em seu arquivo, constam fotos de quase todos os artistas potiguares, além de nomes da música brasileira. Casa Biba tem história ali no Centro e na vida cultural de Natal. Foi testemunha solidária de fatos da vida boêmia e dos casos menos românticos da cidade. Quando chegou em Natal foi atraída pela Cidade Alta. Morou numa casa de vila onde conheceu o poeta Bosco Lopes já em estado avançado de alcoolismo. "Quando ele passou mal, fui ajudá-lo e encontrei os médicos Chiquinho e Zizinho. Quando Bosquinho foi internado no hospital, veio mais gente". Biba foi a pioneira entre as mulheres frequentadores do Bar de Nazi (o Bar da Meladinha), no Beco da Lama. Isso há 15 anos. E por ali a vida boêmia fervilhava na mesma proporção do espírito solidário de Biba. O maestro Mainha, viciado em jogo, foi despejado da pensão onde morava. "Não podia deixar Mainha na rua e perguntei: 'Terei a honra de hospedar o fantástico maestro em minha casa?'. Onde come um, come dois. Fui criada assim". O maestro morou com Biba até morrer. Pela casa da "carioca" também ficou hospedado o violonista Carlança... "Pedrinho Mendes e a mulher vieram quando viveram tempos difíceis", conta. http://www.diariodenatal.com.br/2010/11/06/muito1_0.php

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