terça-feira, 8 de setembro de 2009

ELES ACREDITARAM EM SI MESMOS

ESPIRITUALIDADE Conhecida pela energia que esbanja nos shows, a cantora Tina Turner passou por um período difícil nas mãos do marido, que a agredia fisicamente. Ao conhecer o budismo, ganhou forças para fugir e lutar contra os abusos domésticos. Tornou-se um dos maiores nomes da música mundial. Famosos que superaram grandes desafios e se tornaram exemplo de autoestima saudável. Histórias de celebridades que ultrapassaram grandes obstáculos e saíram vitoriosos, tal qual um bom drama hollywoodiano com final feliz, servem de inspiração para quem não tem esperança de conquistar a autoestima. Eles superaram traumas que alguns diriam ser insuperáveis. Hoje, são confiantes e deixam clara a escolha pela auto-valorização, que demonstram com uma postura positiva diante dos holofotes. Mas não quer dizer que sejam mais especiais do que a média. "Esses indivíduos encontraram caminhos para transpor as adversidades que, na verdade, estão ao alcance de todos nós", afirma o psicólogo Julio Peres, que lançou na semana passada o livro "Trauma e Superação - O que a Psicologia, a Neurociência e a Espiritualidade Ensinam" (Ed.Roca). Esbanjando alegria e disposição no palco, era difícil imaginar que a cantora americana Tina Turner sofria agressões físicas do marido, Ike. Foi na década de 70 que os problemas começaram, especialmente quando ela resolveu partir para o voo solo. Ike culpava Tina pelo declínio de sua carreira como músico. Depois de uma briga violenta horas antes de uma apresentação em Dallas, Tina decidiu fugir levando os dois filhos, com US$ 0,36 (R$ 0,67) no bolso e um cartão de crédito. Nos meses seguintes, ela se escondeu em casas de amigos, onde fez faxinas para sobreviver. Um mantra budista, ensinado por uma amiga, a ajudou a seguir em frente. "A religião auxilia a encontrar sentido naquilo que está acontecendo, como se fosse uma chance de aprender", diz Peres. "E a solidão é afastada porque a pessoa acredita na presença de Deus." Após 18 anos de casamento, Tina se separou de Ike legalmente. Exigiu apenas seu nome artístico, deixando todas as roupas e joias para ele. Recomeçou com apresentações em programas de tevê. Ninguém mais ouviu falar dele. Enxergar a própria dificuldade como oportunidade de ajudar outras pessoas em situação semelhante é um dos marcos da autoestima. O ciclista americano Lance Armstrong enfrentou um câncer na próstata em 1996. Durante o tratamento, o atleta criou a Lance Armstrong Foundation com a missão de arrecadar dinheiro para pesquisas voltadas ao tratamento e prevenção do câncer. Para isso, lançou junto com a empresa Nike, sua patrocinadora, o bracelete de borracha amarela com a inscrição "Live Strong", que se tornou uma febre em diversos países - inclusive o Brasil. "Dar contribuições à sociedade é um poderoso estímulo da autoestima", diz o consultor Sergio Savian, diretor da Escola de Relacionamento Mudança de Hábito, em São Paulo. Armstrong venceu o câncer - e sete campeonatos do Tour de France, a prova mais importante do ciclismo mundial. Vitória é uma palavra que a atriz e produtora americana Drew Barrymore costuma repetir em suas entrevistas ao falar de como se livrou do uso de álcool e drogas que começou ainda na infância. Alçada à fama depois de participar do filme "E.T. - O Extraterrestre", de Steven Spielberg, e engatando um trabalho após o outro, Drew mergulhou cedo no que Hollywood oferecia de pior. Aos 10 anos já era alcoólatra. Ainda antes dos 18, havia passado por duas internações em clínicas de reabilitação. DETERMINAÇÃO Desempregado e pai solteiro, o americano Chris Gardner nunca deixou de acreditar em seu valor. Vencer na vida era uma meta a ser alcançada, com muito trabalho e sem lamentações. Sua sorte começou a mudar ao conseguir um estágio não remunerado em uma corretora da bolsa de valores. Hoje é um empresário milionário "Muita gente usa bebida, cigarro e drogas para baixar o stress das exigências profissionais, numa tentativa de se sentir mais forte", diz o headhunter Ivan Witt. "Vícios só pioram ainda mais a autoestima." Drew não apenas abandonou os hábitos ruins como se tornou uma das estrelas mais bem pagas e belas das telas. Foi também graças ao cinema que o executivo americano Chris Gardner se tornou um exemplo para o mundo. Baseado em sua autobiografia, o filme "À Procura da Felicidade", com o astro Will Smith interpretando Gardner, levou uma mensagem de esperança aos espectadores. Tudo em sua vida era a representação de que o sucesso jamais lhe estaria reservado: desempregado, abandonado pela esposa com o filho pequeno e sem dinheiro para honrar dívidas. Um dia, ele viu um sujeito numa Ferrari vermelha procurando vaga num estacionamento no centro da cidade. Impressionado, perguntou: "O que você faz?" O dono da Ferrari disse que era corretor da bolsa de valores e faturava US$ 80 mil por mês. Contra todas as perspectivas, Gardner conseguiu um estágio não remunerado em uma corretora. "Meus colegas não sabiam que de noite meu filho e eu dormíamos em abrigos de mendigos", disse Gardner à ISTOÉ, na época do lançamento do filme. Depois do treinamento, veio a contratação. Atualmente, ele é dono da Gardner Rich LLC e fatura milhões. Para o psicólogo Julio Peres, o empresário manteve um diálogo interno, lembrando de seu valor e se perguntando "o que posso fazer a respeito?". Gardner, Drew, Armstrong, Tina e tantos outros são exemplos do que qualquer um pode ser. PERSEVERANÇA Alçada à fama ainda menina, a atriz e produtora Drew Barrymore já era alcoólatra aos 10 anos. Na adolescência passou por duas internações em clínicas de reabilitação. Abandonou a bebida e as drogas e se tornou uma estrela bem-sucedida de Hollywood. *Fonte:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2078/eles-acreditaram-em-si-mesmos-famosos-que-superaram-grandes-desafios-151064-1.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário