quinta-feira, 3 de setembro de 2009

XIII - SEMINÁRIO NACIONAL E IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL - MULHER E LITERATURA

As homenageadas são: Diva Cunha e Maria Teresa Horta

Diva Cunha Poetisa e ensaísta nascida em Natal, a 10 de dezembro de 1947. Estudou no Colégio Imaculada Conceição e formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Cursou a Pós-Graduação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, defendendo a dissertação de mestrado Dom Sebastião: a metáfora de uma espera, publicada em 1979. O primeiro livro de poesia, Canto de página, foi lançado em 1986 e revelou uma poetisa madura e com dicção própria. Seguiram-se A palavra estampada (1993), Coração de lata (1996) e Armadilha de vidro (2004). Foi professora de Literatura Portuguesa da UFRN até aposentar-se e atualmente integra o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte. A par da atividade literária, vem realizando pesquisas na área de Mulher & Literatura, tendo publicado, em parceria com Constância Lima Duarte, Iniciação à poesia do Rio Grande do Norte (1999), Literatura feminina do Rio Grande do Norte: de Nísia Floresta a Zila Mamede (2000), Literatura do Rio Grande do Norte - Antologia (2002) e Via-Láctea de Palmira e Carolina Wanderley (2003). Atualmente, prepara tese de doutorado a ser defendida na Universidade de Barcelona (Espanha).

Maria Teresa Horta Poetisa, ficcionista, ensaísta e jornalista, Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, a 20 de maio de 1937. Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa, foi a primeira mulher dirigente cineclubista do seu país e faz da escrita a sua profissão. Descendente de escritoras pioneiras, conta, pelo lado materno, com a poetisa Marquesa de Alorna; pelo paterno, com a romancista Teresa Margarida da Silva e Orta. Dirigiu o suplemento «Literatura e Arte» do jornal A Capital, fez crítica literária no semanário Expresso e chefiou a redação da revista Mulheres. É colaboradora de diversos jornais e revistas portuguesas, entre eles o Jornal de Letras. Participou com Fiama Hasse Paes Brandão, Luísa Neto Jorge, Gastão Cruz e Casimiro de Brito, no movimento literário Poesia 61, e é coautora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, do livro Novas cartas portuguesas. O romance, publicado em 1972, foi retirado das livrarias pela PIDE (polícia política do regime fascista) e suas autoras foram julgadas sob a acusação de atentado ao pudor; está traduzido em diversas línguas. É autora de inúmeros livros de poesia, dentre os quais figuram os seguintes títulos: Espelho inicial (1960); Tatuagem, in Poesia 61 (1961); Cidadelas submersas (1961); Verão coincidente (1962), cujo último poema, que dá o título ao livro, foi adaptado ao cinema pelo realizador António Macedo; Amor habitado (1963); Candelabro (1964); Jardim de Inverno (1966); Cronista não é recado (1967); Minha senhora de mim (1971), apreendido pela PIDE; Educação sentimental (1975); Mulheres de Abril (1977); Poesia completa, volumes I e II (1983); Os anjos (1983); Minha mãe, meu amor (1986); Rosa sangrenta (1988); Destino (1997); Só de amor (1999); Antologia pessoal: 100 poemas (2003); Inquietude (2006) e Poesia reunida (2009), uma compilação integral da sua obra poética publicada. No Brasil, publicou Cem poemas: [antologia pessoal] + 22 inéditos (2006); e Palavras secretas (2006). Na França, em edição bilingue da Actes Sud, publicou o poema Les sorcières/ Feiticeiras (2006), que foi musicado pelo compositor António Chagas Rosa, e cuja encenação pelo Ensemble Musicatreize, de Marselha, conquistou o prémio Victoire de la Musique (2007). Na ficção escreveu e publicou: Ambas as mãos sobre o corpo (1970); Novas cartas portuguesas, em coautoria (1971); Ana (1974); Ema (1985); Cristina, conto (1985); e A paixão segundo Constança H (1994). Organizou, com José Carlos Ary dos Santos, Cancioneiro da esperança, publicado em 1971 e está representada nas antologias Fantástico no feminino e Contos, ambas publicadas em 1985, em Intimidades (2005) e O prazer da leitura (2008). Recebeu, em 2004, das mãos do Presidente Jorge Sampaio, as insígnias de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, reconhecimento da República portuguesa pela sua atuação cívica e literária. Em 2008, o prêmio Paridade entre mulheres e homens na Comunicação Social foi-lhe atribuído pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, da União Europeia

*Curso de Letras - Unp

Nenhum comentário:

Postar um comentário