quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nossa Homenagem a Drª ZILDA ARNS

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934Porto Príncipe, 12 de janeiro de2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional daPastoral da Criança[1] e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.

A Dra. Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934. Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloysio Bruno Neumann (* 22.09.1931, + 18.02.1978), com quem teve os filhos Marcelo Arns Neumann, nascido em 14 de outubro de 1960 e falecido apenas 3 dias depois, em 17 de outubro de 1960. Talvez essa perda tenha conduzido essa fantástica mulher a desenvolver a missão que desenvolveu, no sentido de diminuir a mortalidade infantil e salvar tantas e tantas crianças enfermas e desnutridas; Rubens Arns Neumann, nascido em 05 de abril de 1963, casado com Ângela Nietzsche, e que lhe deu os netos Lucas Neumann e Caroline Neumann; Nelson Arns Neumann, nascido em 23 de fevereiro de 1965, casado com Luciane Friedrich, que lhe deu os netos Nicole Neumann, Nátali Neumann, Kathleen Neumann e Bárbara Neumann; Heloísa Arns Neumann, nascida em 22 de outubro de 1966, casada com Bernardo Stutz, que lhe deu os netos Alessandra Stutz e Eduard Stutz; Rogério Arns Neumann, nascido em 03 de março de 1970, casado com Lycia Trabujas Vasconcelos; e Sílvia Arns Neumann, nascida em 11 de abril de 1973 e falecida em junho de 06.2003, em um acidente automobilístico. Também deixou um neto, de nome Danilo Neumann. Formada em medicina, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).[editar]Vida e obra

A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia depoliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, arcebispo da Bahia, primaz do Brasil e presidente da CNBB, que à época era arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

  • Visita domiciliar às famílias
  • Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida
  • Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Zilda Arns encontrava-se no Haiti em missão humanitária e preparava-se para uma palestra sobre a Pastoral da Criança, na Conferência dos Religiosos do Caribe. Foi uma das vítimas do forte terremoto que atingiu o país, em 12 de janeiro de 2010. [2][3][4][5][6]

Viúva desde 1978, a Dra. Zilda era mãe de seis filhos, dos quais apenas quatro - Rubens, Nelson, Heloísa e Rogério - estão vivos (o filho Marcelo morreu com três dias de vida e a filha Sílvia morreu em 2003, em acidente de carro), e avó de nove netos.

[editar]Prêmios e honrarias

[editar]Prêmios internacionais

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns,[7] merecem destaque:

  • Opus Prize (EUA), em 2006; [8]
  • Prêmio "Heroína da Saúde Pública das Américas", concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
  • Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
  • Medalha "Simón Bolívar", da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
  • Prêmio Humanitário 1997 do Lions Clubs International;
  • Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
  • Prêmio Rei Juan Carlos (Prêmio de Direitos Humanos Rei da Espanha) pela Universidade de Alcalá. Recebeu o prêmio em 24 de janeiro de 2005, das mãos do rei.[9] e [10]

[editar]Prêmios nacionais

Entre os prêmios nacionais, destacam-se:

Em 2001, 2002, 2003 e 2005 a Pastoral da Criança foi indicada pelo Governo Brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS,ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:

Referências

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