domingo, 22 de maio de 2011

LEI AMEAÇA BANIR CELULAR DAS ESCOLAS.

A estudante Ana Zélia Carrilho Câmara, 14 anos, já esqueceu algumas vezes de colocar os livros didáticos na mochila que leva para a escola, mas o telefone celular nunca deixa de ser levado. Ela se considera dependente do celular e das tecnologias agregadas ao aparelho, como a internet e as ferramentas que permitem fazer fotos, vídeos e gravação de áudios. "Às vezes isso acaba prejudicando meus estudos. Tenho boas notas, mas minha mãe reclama muito", reconhece. Anísia Carrilho, mãe da adolescente, concorda com a filha. "Converso muito com ela sobre isso, falo que atrapalha o aprendizado. Eu permito que ela leve o celular para o colégio, mas sou contra que utilize em sala de aula", relatou. Usar celular na escola é algo polêmico e a proibição está prestes a virar realidade para todo o ensino na capital. Foi aprovado em primeira discussão o Projeto de Lei nº 030/2011, de autoria do vereador Heráclito Noé (PPS), que Proíbe o uso do celular em todas as Escolas de Natal, segundo a assessoria de imprensa da Câmara Municipal. O documento ainda será submetido a uma segunda votação, e só entrará em vigor se for sancionado pela prefeita Micarla de Sousa (PV). "Essa proposta seria desnecessária se todos os adultos e jovens tivessem educação no uso dos celulares em locais públicos", apontou o vereador que propôs o projeto de lei. Heráclito Noé lembrou que a medida, se sancionada, não valerá apenas para os estudantes. "Os professores também muitas vezes interrompem as aulas para atender os celulares", salientou. A situação é mais comum do que se pensa e o aparelho celular já se tornou corriqueiro no espaço escolar. Os celulares estão presentes nas ruas, nos cinemas, teatros, velórios e também no trânsito. Mas é nas escolas e, especialmente dentro das salas de aula, que o uso mais preocupa os educadores. Na maioria das escolas, o uso é permitido com restrições. Muitas vezes os professores se sentem obrigados a interromper a aula, pedir ao aluno que desligue o telefone ou quevá atender fora da sala. Apesar disso, em geral, a regra é: nem alunos nem professores podem atender ligações dentro da sala de aula. "Se tiver o propósito de ser utilizado como ferramenta pedagógica de pesquisa, com acesso à internet, fazer fotos para trabalhos, vídeos educativos, ou seja, que tenha utilidade para algum trabalho, somos favoráveis. É uma tecnologia a favor do ensino", destacou o coordenador pedagógico do colégio Marista de Natal, Nery Adams. "Conheço um professor que fez um trabalho sobre geoprocessamento utilizando os GPS dos alunos". www.diariodenatal.com.br

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