sexta-feira, 20 de maio de 2011

O QUE VER NA SEMANA DOS MUSEUS EM NATAL/RN

Boa oportunidade para se encontrar com a própria história: no momento em que se celebra a 9ª Semana Nacional de Museus e o Dia Internacional dos Museus (na quarta passada, 18 de maio), a hora é de conferir esses espaços que guardam e exibem as realizações e culturas das gerações anteriores, mostram como se chegou ao presente, e o que pode vir no futuro. Museu vive do passado, mas abre a mente para o que virá pela frente. *O Herói Oculto da família Cascudo O Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo preserva, divulga e gerencia parte da obra do maior vulto intelectual do estado. Instalado na antiga casa de Câmara Cascudo, permite uma visão íntima da rica vida do folclorista. Por ocasião da Semana dos Museus, está aberta a exposição “Coronel Cascudo – O herói oculto”, sobre o pai de Cascudo. A mostra traz banners que contam a trajetória biográfica do patriarca, baseada no livro “O herói oculto”, de Anna Maria Cascudo. A própria casa, com 111 anos, é uma atração à parte. Cada ambiente está ocupado com mobília antiga, livros, e peças que compunham os estudos de Cascudo. Há a sala de entrada, a biblioteca, o espaço das coleções, sala de visitas, quartos do casal, dos filhos e netos, cozinha, e o pavilhão anexo, que funciona como espaço cultural. Visitação: terça a sábado, das 9 às 17h. Tel.: 3222-3293. * Memórias da Cidade do Natal O Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão está finalizando a sua semana comemorativa ao Dia dos Museus, iniciada no dia 16. Ainda dá para pegar a palestra “Memórias da Cidade do Natal através de crônicas e poesias”, nesta sexta, às 10h, com José Augusto e João Kikumoto; também hoje, às 15h, tem teatro de bonecos João Redondo com o arte educador Genildo Matheus; e de 24 a 27 de maio, o curso “Museu e Folclore”, às 15h, com José Augusto. O Museu está instalado na Praça Augusto Severo, Ribeira, desde 2008. Ocupa o prédio ‘retro-futurista’ da velha rodoviária. Tem exposição permanente com elementos diversos da cultura do estado: religião, danças, bonecos, brinquedos, esculturas, cordéis, artesanato, e vídeos documentários. Aberto de terça a sexta das 9 às 17h, e sábado e domingo, das 10 às 17h. Tel.: 3232-8149. A memorabilia de Café Filho O Museu Café Filho é dedicado à memorabília do único potiguar a ser presidente do Brasil. O local, no entanto, não foi residência dele: por lá Café Filho criou e presidiu o Sindicato dos Trabalhadores por dois anos. O sobradinho, no entanto, já é um bom motivo para conhecer o museu; o prédio estilo colonial de 1820 utiliza seus dois pavimentos para dividir o acervo: há a sala de estar, mobiliada com peças do ex-presidente; as salas de condecorações; a biblioteca (livros não podem ser consultados); a sala de exposições temporárias (objetos pessoais, certidão de nascimento, fotos, etc.), e o quarto, ainda mobiliado. Onde: Rua da Conceição, Cidade Alta. Tel.: 3211 4620/3212 2496. Arte Sacra até nos fins de semana O Museu de Arte Sacra do RN conta um pouco da história religiosa do estado. Foi criado em 1988, na Igreja Santo Antônio (do Galo) - um lugar que por si só já merece uma visita, do alto dos seus 245 anos. O acervo reúne material sacro dos séculos XVII ao XX, entre imagens (de madeira ou terracota), pinturas, alfaias, mobiliário, ourivesaria, oratórios de camarinha (domésticos, vindos das fazendas e engenhos), trajes eclesiásticos, ourivesaria e prataria usadas nos cultos religiosos. Aberto de terça a sanado, das 9 às 17h, e domingo das 11 às 17h. Tel.: 3211-4236. Papeis que contam histórias Os 412 anos da história de Natal (e do estado) estão contidos no interior do Instituto Histórico e Geográfico do RN. Fundado em 1902, o IHGRN é lugar que merece a visita não só de estudantes e pesquisadores, mas de qualquer interessado em cultura. O acervo da casa é digno de museu: tem a estola de Padre Miguelinho, o primeiro telefone de Natal, a pia batismal da igreja matriz, o último pelourinho de Natal, o livro holandês Barleus (de 1647), o primeiro cofre da cidade, a mesa de Pedro Velho, vários documentos coloniais, além de um acervo de livros doado por intelectuais e ex-governadores da cidade. Onde: Rua da Conceição, 622, Cidade Alta. Tel.: 3232-9728. Embarcando na história das naus Criado em homenagem aos 400 anos de Natal, o Museu das Naus é uma iniciativa do arquiteto aposentado João Maurício. O acervo é formado por reproduções fiéis das caravelas portuguesas que singraram os mares em 1500. No acervo, além de nove réplicas das caravelas lusitanas, há um painel, composto de fotos, bandeiras, plotters informativos e brasões esculpidos em madeira pelo artista João Luiz, filho de João Maurício. Cada uma das caravelas foi construída a partir de plantas originais, compradas por João Maurício, no Museu da Marinha em Lisboa, Portugal. Ele também usou as madeiras originais, louro vermelho e pinho de rigo. Entrada: R$10 (inteira) e R$5 (estudante). Visitas de terça a sábado, das 10h às 16h. Rua Princesa Isabel, 440, Cidade Alta. Tel.: 3211-9294.

Nenhum comentário:

Postar um comentário