NOMES DO RN - ANNA MARIA CASCUDO BARETO

Anna Maria Cascudo Barreto O peso não está só no sobrenome Ela galgou seu próprio espaço e construiu sua própria história de sucesso Mulher de sorriso largo, elegante, voz suave, mas não menos inteligente, aguerrida, batalhadora e ativa – na verdade ela está sempre a mil por hora. Assim é Ana Maria Cascudo Barreto. Um nome e um sobrenome de peso que ela honra com muita competência. Aos 13 anos era um talento reconhecido no jornal A República. Três anos mais tarde estreava no curso de Direito da UFRN e aos 17 já era adjunta de promotor. Até terminar a faculdade, por diversas vezes, assumiu todas as promotorias da capital. Foi a primeira Promotora da cidade do Natal em júri. Ana Maria Cascudo teve carreira ascendente no Ministério Público, nas Letras e no Jornalismo. Nascida no dia 13 de Outubro de 1940, no famoso casarão da Av. Junqueira Aires, Ana Maria Cascudo é filha Dahlia Freire Cascudo e Luís da Câmara Cascudo, escritor de fama internacional. Toda vida escolar se deu no Colégio da Imaculada Conceição e, ao contrário do que se espera das meninas de sua idade, Ana trocava facilmente as horas no parque e as brincadeiras de boneca por horas de trabalho. Não é a tôa que aos 13 anos já assinava uma coluna sobre Música Popular Brasileira no jornal A Repúplica, mantinha um programa de rádio e criava inúmeras contracapas de “lps”. Diante de tanto talento, não foi surpresa pra ninguém quando passou no primeiro vestibular para o curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ainda aos 16 anos de idade. No segundo ano, mostrou pra que veio. Foi nomeada pelo Governador Dinarte Mariz adjunta do Terceiro Promotor de Justiça de Natal. Daí em diante passou a se destacar pelo pioneirismo. Estreou no júri como promotora, a primeira da cidade e, na época, a mais jovem do Brasil. Seguiu carreira no Ministério Público e no Jornalismo, com o brilhantismo que lhe é peculiar. Obteve título de “Doutora em Leis” pela Sociedade Brasileira de Criminologia , escreveu seis livros, entre eles: ‘Mulheres Especiais’, ‘O Colecionador de Crepúsculos’, ‘Neblina na Vidraça’, e produziu ensaios de aberturas e prefácio de outros 16. “O sobrenome Cascudo me abriu muitas portas, mas também exigiu muito de mim. Sempre precisei me impor e procurar o meu próprio espaço para não ser uma sombra do meu pai”, revela Ana. Promovida para Curadoria de Justiça da Capital e, posteriormente, por merecimento, para procuradora, permanecia na duplicidade funcional, galgando cargos e se destacando nos campos do Direito e das Letras jornalísticas, sem deixar de lado a tarefa árdua de esposa, mãe, avó e dona de casa. Casada com o engenheiro Camilo Barreto, Ana Maria tem três filhos e dois netos. Nos dias de hoje ela é uma apaixonada atuante na Associação do Ministério Público – de cuja Diretoria já fez parte –, na Associação das Escritoras e Jornalistas (AJEB) e na Academia Feminina de Letras. Em abril de 2005 foi eleita para a Academia Norte-Riograndense de Letras (cadeira de número 13, antes ocupada por Luís da Câmara Cascudo), membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, do Conselho da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (SP), da Academia Paulista de Letras e do Instituto Biográfico Brasileiro – única nordestina aceita. Em março de 2008, recebeu o troféu Cecília Meireles, da Associação de Imprensa de Minas Gerais, como uma das “Cinquenta mulheres notáveis do Brasil”. Essencialmente uma conferencista, Ana Maria Cascudo Barreto, luta para manter a chama do pai acesa. O resultado disso são as tantas homenagens dos últimos anos. Ela representou o pai no carnaval 2008 de São Paulo/SP, durante homenagem da escola de samba Nenê de Vila Matilde, e foi presidente de honra e conferencista do 44° Festival de Folclore, em Olímpia (SP), diante de um público de 44 mil pessoas. *Fonte: Micheline Borges- http://www.revistafoco-rn.com/edicao130/mulheres.htm

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