domingo, 7 de novembro de 2010

TROCA DE ESCOLA SEM TRAUMAS

A separação dos pais tornou a escola longe demais para Mateus Melo de Souza, 4 anos. A mãe, Rosângela Melo, 26, mudou-se para a casa dos pais, na Zona Norte da cidade e começou a trabalhar na Zona Sul, tendo que deixar o menino sob os cuidados dos avós no Bairro Nordeste. Apesar da idade já avançada são os avós que levam o menino para a escola. No próximo ano, a única alternativa será mudar a escola de Mateus para outra mais perto de sua nova casa, até porque, com a separação, o dinheiro também encurtou e ela quer uma escola mais barata. A história de Mateus se repete na vida de muitas crianças que, por algum motivo, precisam trocar de escola. E é justamente nessa época do ano que começam os questionamentos dos pais sobre a necessidade de uma nova escola para o filho. Como fazer isso sem provocar maiores prejuízos psicológicos para a criança é o grande desafio. As razões podem ser várias, mas o clima de apreensão não varia. "Será que ele vai se adaptar?"é a principal preocupação. Para as crianças menores, o começo em uma nova escola pode se tornar tão difícil como a primeira vez em que ela foi deixada no berçário. Algumas se sentem abandonadas e, normalmente, ficam com receio de que a mãe não volte para buscá-las no fim do dia. Mas, segundo a psicóloga Narjara Medeiros, do Complexo Educacional Henrique Castriciano e Escola Doméstica de Natal, as reações vão depender muito da personalidade da criança e da maneira de como foi feita essa mudança. "Algumas sentem porque se afastaram dos amiguinhos mais próximos, outras são mais independentes e conseguem se adaptar com mais facilidade", explica ela, recomendando que nessa hora, o importante é não quebrar os vínculos com os amigos e até com a antiga escola e, antes de mudar procurar introduzir, aos poucos, a criança no novo ambiente, como participar do Dia do Amigo e de outra atividades de socialização. O Tiago chorou duas semanas seguidas ao trocar de escola", cita a professora Márcia Nóbrega. Quando os pais o deixavam, ele simplesmente não queria sair do carro e quando chegava na sala chamava pela antiga professora. "Mas, após um mês, ele já estava completamente adaptado e adorando a escola. Acompanhava bem o nível do ensino e cheio de novos amigos, apesar da timidez", conta a mãe Sandra de Oliveira, que temia que o filho não conseguisse acompanhar o ritmo da nova escola, chegando inclusive a contratar aulas de reforço", disse ela. Adolescentes Já com as crianças de mais idade, a adaptação tende a causar mais problemas, devido à necessidade de firmar a personalidade e a convivência grupal que caracteriza todo adolescente. Diferentemente das crianças menores, essa adaptação pode levar até vários meses, devido ao trauma da quebra de convivência com os antigos colegas. "Daí a importância de antes de escolha de uma escola que tenha características semelhantes com às da antiga escola", diz a psicóloga Narjara Medeiros. http://www.diariodenatal.com.br/2010/11/07/cidades1_0.php

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