sexta-feira, 8 de abril de 2011

JOAQUIMTUR NO INSTITUTO RICARDO BRENNAND EM RECIFE/PE

O Instituto Ricardo Brennand (IRB) é uma instituição cultural brasileira localizada na cidade de Recife, no bairro da Várzea. É uma organização privada sem fins lucrativos, fundada em 2002 pelo colecionador e empresário pernambucano Ricardo Brennand. O instituto está sediado em um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por museu, pinacoteca e biblioteca, circundados por um vasto parque.

Possui uma coleção permanente de objetos histórico-artísticos de diversas procedências, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XX, com forte ênfase na documentação histórica e iconográfica relacionada ao período colonial e ao Brasil Holandês, incluindo a maior coleção mundial de pinturas de Frans Post.

O instituto também abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo, com mais de 3.000 peças, a maior parte proveniente da Europa e da Ásia, produzidas entre os séculos XIV e XIX. A biblioteca do instituto possui 20.000 volumes, datados do século XVI em diante, destacando-se as coleções de brasiliana e obras raras.

BRASIL HOLANDÊS

O Instituto Ricardo Brennand possui uma das mais completas coleções de documentação histórica e iconográfica relacionada à ocupação holandesa da região Nordeste do Brasil. O destaque principal desse núcleo é a maior coleção mundial de pinturas de Frans Post, o primeiro pintor de paisagens do continente americano. O instituto possui 15 óleos de Post, o que equivale a 10% de toda a sua produção pictórica. É a única coleção que cobre todas as fases da trajetória do artista.[19][4] Particularmente relevante é a peça Forte Frederick Hendrik pintada por Post em Recife em 1640. Trata-se da única dentre as sete paisagens remanescentes executadas in situ por Frans Post a ser conservada em uma coleção brasileira (as outras seis estão divididas entre o Louvre, em Paris, a Mauritshuis, na Haia e a coleção Cisneros, em Caracas). Ainda no contexto da pintura holandesa seiscentista, encontram-se os retratos de Maurício de Nassau executados pelos ateliês de Pieter Nason e Jan de Baen.

O instituto conserva um conjunto de gravuras executadas entre 1644 e 1645 por um grupo de artistas liderados por Jan van Brosterhuisen, a partir de desenhos detalhados feitos por Frans Post para ilustrar o livro Rerum per octennium in Brasilia et alibi nuper gestarum sub praefectura de Caspar Barlaeus. Os desenhos de Post encontram-se atualmente conservados no Museu Britânico, em Londres. As gravuras representam as principais localidades e a topografia das terras brasileiras sob domínio holandês. Há também um conjunto de mapas do Nordeste brasileiro, produzidos por Hessel Gerritsz, Claes Visscher, Georg Marggraf e Izaac Commelyn, entre outros.

De grande importância histórica é a rara coleção de moedas obsidionais holandesas (moedas emergenciais), cunhadas em Pernambuco entre 1645 e 1654 para superar escassez de numerário local ocasionada pelos constantes cercos impostos por Portugal.A coleção de manuscritos é composta por relatórios, ordens, memorandos e correspondências relacionados aos importantes eventos e personalidades de então. Há cartas de Isabela de Espanha, Maurício de Orange-Nassau, Johan de Witt, etc. O grande destaque é uma correspondência escrita por Dom João IV em 1647, informando sobre sua decisão de enviar um reforço de 200 homens para auxiliar na expulsão dos holandeses, um documento-chave para a preparação da primeira Batalha dos Guararapes.

A coleção de objetos relacionados a esse período inclui peças confeccionadas na Holanda com matéria-prima fornecida pelo Brasil (como taças feitas de coco), prataria comemorativa, um exemplar raro do maior tipo de globo terrestre de biblioteca fabricado por Mateus Greuter (do qual se conhecem apenas 15 exemplares atualmente), cachimbos da Companhia das Índias Ocidentais, etc. Outros objetos mostram a influência que o material iconográfico e científico coletado por Maurício de Nassau no Brasil e distribuído entre os soberanos europeus teve na produção de artefatos e no imaginário de seus contemporâneos. É o caso das famosas séries de tapeçarias Anciennes e Nouvelles Indes, baseadas nos desenhos de Albert Eckhout e tecidas pela Manufatura dos Gobelins, da qual o instituto conserva quatro exemplares, bem como de uma paisagem brasileira imaginária, pintada por Jillis van Schendel, artista holandês que jamais esteve no Brasill

Biblioteca

A Biblioteca do Instituto Ricardo Brennand tem como foco a história do Brasil Holandês e foi projetada para abrigar até 100.000 volumes. Atualmente, conta com 20.000 itens, como livros, panfletos, periódicos, partituras, discos, fotografias, álbuns iconográficos e setor de obras raras.

O acervo da biblioteca foi formado por meio da aquisição de coleções particulares de acadêmicos e pesquisadores brasileiros dedicados à história do Brasil colonial, como José Antônio Gonçalves de Mello Neto, Edson Nery da Fonseca e Jaime Cavalcanti Diniz. O setor de obras raras contém volumes datados do século XVI em diante, com ênfase especial em obras sobre o Brasil escritas por viajantes europeus. Entre os destaques, encontram-se uma edição de 1586 de Histoire d'un voyage faict en la terre du Brésil de Jean de Léry, uma edição de 1593 de Dritte Buch Americae de Theodor de Bry, um raríssimo exemplar colorido a mão, de 1648, do Historiae Naturalis Brasilae de Guilherme Piso e Georg Marggraf, uma edição colorida de 1647 do Rerum per Octennium in Brasilia de Caspar Barlaeus, etc.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Ricardo_Brennand

Um comentário:

  1. olá! estava procurando agências de viagens aqui na net, que tivesse pacotes para o interior do RN. então, encontrei o seu blog.
    gostei muito desse post sobre o instituto em recife. tem alguma visita programada?
    outra coisa: gostaria de ficar informada sobre os seus pacotes. se possível.
    estou querendo muito conhecer o interior do meu estado e estou tentando me programar.
    tb tenho um blog, mas bem acanhado.
    vc tem twitter? o meu é @rayraoliveira
    obrigada e parabéns pelo blog.

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