quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quando os resultados são bons(III PARTE)

A equipe de O Poti/Diário de Natal fez o teste e visitou duas escolas de Natal que apresentam a diferença em termos de reprovação no Ensino Fundamental II, do 6º ao 9º ano. A equipe de reportagem esteve na Escola Estadual Raimundo Soares, em Cidade da Esperança, que tem 870 alunos matriculados, e índice de reprovação de 29,8%, e no Centro Educacional Integrado - CEI Romualdo Galvão, com 1.982 estudantes, onde o índice de reprovação é de apenas 2,4%. O CEI tem 120 funcionários, 164 professores e 35 estagiários. A escola investe num programa de complementação ao ensino para dar apoio pedagógico aos estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem. "Esta é uma das estratégias para sanar o problema da repetência. Chamamos de repetição de processos. Cada aluno tem um ritmo diferente de aprendizagem. Nós respeitamos esse ritmo", relata Cristine Rosado, uma das duas diretoras-adjuntas da escola privada cuja principal função é lidar com a relação família e escola. Um dos pontos fortes da escola é a infraestrutura: salas de aula, corredores, jardins e refeitórios bem cuidados, quadra de esportes, piscina, parque infantil, laboratórios de informática, física, química e biologia, salas de leitura e biblioteca. "Normalmente o aluno faz todo o ensino básico aqui na escola, que vai do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e também os três anos do Ensino Médio', relatou a orientadora pedagógica Celina Bezerra. "Aqui também cumprimos à risca os 200 dias letivos, e os professores que não correspondem às expectativas são afastados". No quesito da formação dos professores, a rede privada também sai na frente da escola pública, onde a contratação se dá ou através de concursos públicos, ou contratos temporários ou mesmo seleção de estagiários. Segundo Cristine Rosado, no caso da escola onde atua os professores recebem todas as condições que precisam para desempenhar um bom trabalho. "Eles só são admitidos se fizerem prova teórico-prática, didática, entrevista com psicólogos, com o setor de Recursos Humanos e com a coordenação pedagógica. Após contratado, ele conta com horário extra para elaborar suas aulas, e conta com profissional destinado apenas a pensar a metodologia das aulas e o conteúdo das disciplinas". O professor de matemática Rubem Uchôa ensina tanto na rede pública quanto em escola particular. "Enquanto na escola pública muitos de meus alunos de Ensino Médio não dominam conteúdos de fração e porcentagem, aqui na particular os que ensino no 6º ano já têm noção desse conteúdo", relata. Glória Santos, professora de Ciências, também percebe diferenças no conteúdo dado aos seus alunos nas redes pública e particular. "Aqui no 9º ano, estou ensinando síntese protéica e ética na clonagem. Na rede pública, quando os alunos vêem esse assunto, estudam no 4º bimestre do 1º ano do Ensino Médio". A relação professor-aluno na rede particular é outro diferencial. Micheline Medeiros, professora de português, gosta de ensinar tanto na rede pública quanto na particular. "Aqui na escola privada, o retorno do que você ensina vêm mais rápido. Mas é gratificante ver que, na rede pública, você consegue plantar o alicerce dos que querem aprender. Não dá para comphttp://www.diariodenatal.com.br/2011/06/19/cidades1_2.phpetir, mas quando os resultados vêem, são gratificantes". http://www.diariodenatal.com.br/2011/06/19/cidades1_2.php

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